domingo, 19 de julho de 2009

Demografia dos sentimentos

6,6 bilhões de pessoas no mundo.

193 milhões de brasileiros.

10.963 milhões de gaúchos.

1.430 milhões de porto alegrenses.

Mas somente 1 pessoa toma conta de seus pensamentos.

Em porto alegre a longevidade para homens é de 70,3 anos.

São 843,6 meses.

São mais de 3711,84 semanas.

São mais de 25982,88 dias

Mas em apenas 67 dias essa pessoa muda completamente seu modo de ver o mundo.

21 anos, 3 meses e 20 dias

Foram 7775 dias de espera por uma pessoa que me fizesse sentir uma felicidade incrível.

Se eu precisar de mais 7775 dias para achar mais uma pessoa assim, o tempo terá valido apena, pois vivi até agora sonhando poder ter tido pelo menos uma vez um sentimento como esse, e por mais que doa não poder telo mais, cada mês, semana, dia e hora me proporcionou uma felicidade sem precedentes, no qual eu dedicaria cada minuto da minha vida para encontrá-la de novo, pois uma felicidade dessas não tem tamanho, é um sentimento extraordinário. Agradeço a essa pessoa por ter me ensinado a senti-la, me mostrado um novo caminho.

E desejo que, assim como eu a encontrei, que ela encontre alguém que a faça se sentir assim tambem. Mas que ela viva esse sentimento para sempre.


domingo, 12 de julho de 2009

Noite de estudo.

São raras as ocasiões em que eu me disponho a estudar meeeeeeeeesmo. Horas e horas de estudo, pra mim essa nunca foi uma idéia muito viável.

Porem quando essas ocasiões memoráveis acontecem um estranho sentimento de satisfação tomam conta de mim. E não digo satisfação em relação ao dever cumprido, mas sim de passar horas que, na idéia, seriam de esforço e cansaço mental, mas no final das contas tornam-se momentos em que eu mesmo me basto, digamos assim, pois se torna um tempo agradável de estar fazendo certa tarefa particular, sem ajuda de ninguém.

Pois estava eu, estudando para minha g2 ¬¬, isso a 00h00min de sexta feira. Não sendo uma prova comum eu sabia a dedicação maior que deveria empenhar em estudar aquela noite. Mas sendo assim peguei 3 fatias de pizza, um copo com + ou – 600 ml de coca-cola, com muito gelo, um terço de barra de chocolate, uma carteira de cigarros, um chimarrão para depois de acabar a coca-cola, tudo isso junto ao notebook do meu padrasto, onde estaria a matéria que eu precisava estudar, conectado a internet.

Passai madrugada adentro estudando, comendo pizza e chocolate, fumando, tomando coca e chimarrão, combinação perfeita õ.ô, e volta e meia viajando internet adentro, em meio aos polígrafos e artigos científicos que eu estava lendo. Deixando em segundo plano pensamentos que estavam me frustrando, idéias que ecoavam na minha cabeça, se multiplicando por pensamentos negativos de minhas duvidas e incertezas, que estavam me conturbando dia e noite, fazendo com que parecesse que nada poderia dar um fim nesses sentimentos de angustia que eu estava sentido nos ultimos dias. Tudo foi substituído por 6 horas de momentos tranqüilos e satisfatórios dentro de um escritório com uma estufa ligada, pois, diga-se de passagem, estava muuuuuuuito frio, uma cobertinha tapando da cintura para baixo e minhas porcariadas e estudos jogados pela mesinha do escritório.

Estudar passou a ser uma ótima terapia ocupacional pra mim e eu nem percebi : p

E eu passei na prova :D

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Vamos falar de desnutrição???

Á alguns dias atrás vi um, meio que documentário em um canal de TV, que não vem á caso falar agora. O tema abordado é a desnutrição e, como título, de forma bem simpática e cativante, eles falavam: Vamos falar de desnutrição???

Pensei na hora: oba, enfim uma abordagem realmente significante, pois como tópicos eles iriam explicar os males dessa patologia.

Quando de repente, ao desenrolar de todo o programa, eu vi o programa era voltado, mais para um publico, que de certa forma teria algum conhecimento e interesse pelo assunto, pois o problema era questionado de forma didática, como se o publico já tivesse algum tipo de instrução.

O programa não apresentava nem 5% do problema. Foi daí que comecei a falar com meus botões: quando foi que eu vi uma abordagem realmente significativa para, não só a desnutrição, que é só uma fatia dessa pizza tamanho familia, mas das outras series de problemas que enfrentamos, tanto como sociedade, seja ela do próprio governo ou em âmbito mundial, ou como pessoas, em consciência individual.

“Vamos pegar a desnutrição como exemplo”???

Se questionem quando foi a ultima vez, de forma direta, sem estatísticas ou vocabulário bonito, vocês viram pela ultima vez uma abordagem sobre desnutrição em um documentário em TV aberta mostrando imagens como esta:


Ou então como estas:

Será assim tão chocante colocarem imagens como estas em rede nacional?

Vemos a banalização do meio de comunicação mais ultilizado no mundo todos os dias. Senas de sexo, morte, novelas em que o “bandido” se da bem em toda a novela e só morre no ultimo capítulo. Filmes que mostram um enredo de "matar ou morrer". Então porque não mostrar a verdadeira realidade que cerca grande parte da população mundial? Falar sobre isso de forma clara e direta, substituindo a maneira “respeitosa” e “moral”, por palavras que realmente mostram o quão emergente é este problema.

Seria bonito e dizer que, em certa etapa da desnutrição as proteinas dos músculos e do fígado passam a ser quebradas em aminoácidos para que esses por meio da gliconeogênese passem a ser a nova fonte de glicose. Bonito não?

Mas e se eu substituisse essa frase por... Em certa etapa da desnutriçaõ, como a pessoa não tem mais comida, o corpo passa a digerir os próprios musculas e órgãos para sobreviver? Ficaria feio né? Tão feia quanto éssa imagem?
Saindo um pouco do gênero desnutrição, mas á outros problemas que são focados de maneiro tão simples. Por exemplo, Brasil é o país campeão em combate ao HIV no mundo, e mesmo assim este é um problema que nos assombra todos os dias. Mas eu aposto que nem 1% da população viu um aidético em leito de morte. Eu já. E sinceramente é uma imagem que eu me esforço todos os dias para não lembrar.

Talvez falte isso, deixar de lado a moralidade, claro, sempre respeitando a ética e a vida do ser humano em questão, mas deixando de lado valores de uma sociedade egoísta. Egoísta, cujos interesses se resumem na evolução do comercio, da indústria, das novas tendências da moda, e status no ciclo social.

Talvez a pior calamidade de todas seja estarmos em uma sociedade desacreditada, sem crenças, com a mentalidade de que nada pode ser mudado, que cada pessoa esta fadada a seguir o fluxo social e impossibilitada de exercer mudanças.
Talvez tal mudança esta no simples ato de avaliar: o que é mais importante? “Comprar essa trufa de chocolate com morango por dois reais”? Ou por menos que isso comprar um kg de feijão ao fim do mês para doar a quem realmente precisa?

Quando fatos, como este, começariam a acontecer? Somente quando deixarmos o falso moralismo de lado e olharmos de frente, sem medo, para os problemas que realmente são importantes, e que nos fazem tão limitados como somos.


É um terreno novo e desconhecido esse de se preocupar com alguém.

Talvez uma preocupação demasiadamente flagelada, ao fato, da Ausência de preocupação a minha própria pessoa. Atos e pensamentos ofuscados por minha própria identidade confusa perante a mim mesmo, de forma que meu jeito de agir seja só uma camuflagem para minhas vontades e sonhos infantis, como aqueles que todo garoto irresponsável sonha, até o momento de se deparar com os sonhos de outra pessoa. Talvez não sonhos, vontades, vaidades, sei lá. Mas não minhas, de outro. Este ato, de se preocupar com alguém dessa natureza, já veio formado de uma maneira, de certa forma, pronta, planejada, até o momento de se deparar com suas próprias contradições.

É fácil dizer pra si mesmo aceitar as vontades do outro. O difícil é aceitar que nossas próprias vontades não podem ser excluídas, deixadas de canto, e dermos atenção a elas apenas quando der vontade. Pois, assim como o vento que só ira parar de entrar quando nós mesmos fecharmos a janela, nossas vontades só deixarão de nos atormentar quando aceitarmos a sua existência. Aceitação essa que é difícil pra mim. Pois mesmo querendo negá-las, elas vão estar presentes num futuro, que pode ou não estar perto. Cedo ou tarde, dar, ou não, atenção a elas, influenciara no rumo em que meu caminho irá tomar. Mas nessa hora eu não queria que meus sonhos estivessem sozinhos, e sim acompanhados de outros sonhos, não meus, mas outros sonhos, e que ao segui-los eu não precisarei deixar os meus próprios sonhos de lado. De novo.

sábado, 27 de junho de 2009

Conclusão

O próprio Alex Primo diz que não esta defendendo as interações mutuas, pois nós, assim como ele, temos de ter em mente que as interações mutuas não nos dão condições suficientes para adquirimos uma relação democrática e de confiança. Porem essa interatividade vem formando idéias boas ao passo de enriquecer o desenvolvimento do “ensino a distancia”, deixando mais de lado a cultura das apostilas e simples exemplares on-line, trazendo a tona um leque de oportunidades para aprimorar o ensino a distancia por meios das interações mediadas por computador.

??Negociando relacionamentos??

No capitulo 3: “interação mutua” de primo, e posto em cheque a relação interpessoal de pessoas que se comunicam e se relacionam com outras, que nunca viram, nunca ouviram a vós, moram longe uma da outra. Que forma de relacionamento deve ser esse?
É daí que a idéia de primo avança defendendo este tipo de relacionamento.
Pois não é ate mais compreensível entender uma pessoa pela sua forma de escrita? Seu jeito de se relacionar com outra pessoa que também não conhece? Seu humor através da tela de um computador?
Claro que em minha opinião deve-se ter cuidado com este tipo de afirmação, pois é necessária certa maturidade e perspicácia ao entrar em um tipo de relação na qual não se pode ter 100% de conhecimento da pessoa.
Mas pensando melhor. A algum meio de se ter 100% de conhecimento de alguém?

Uma nova abordagem sistêmico-relacional para o estudo da interatividade mediada por computador.

Capítulo chave no livro de primo, pois mostra duas das idéias, que por minha opinião, se sobressaem perante as outras nesse capítulo, nas quais são: “Máquinas e seres vivos: um contraste” e “ A interação abordada relacionalmente”.
Essas duas abordagens falam interação mediada pelo computador, pelo enfoque de relacionamento. A primeira abordando a relação homem-home, homem - maquina e maquina-maquina. Já a segunda falando da comunicação um - um, todos - todos, e ambas idéias se ligam na forma de pensar que em meio desta contraste de multiformas de interatividade, com tantos meios e fins para isso, nada se é mais importante e objetivado do que a relação interpessoal de seres humanos através das diversas formas de uso do computador.

A TV interativa. A interatividade em suas mãos

Ao ler o livro de Alex primo me deparo com problemas enfocados por ele de estrema relevância, na qual acho necessário o enfoque de um, que ao meu ver é o principal.
De várias maneiras vem sendo evoluída a interatividade na televisão, seja como programas ao vivo, ou há aqueles que você mesmo decide o enredo, também aqueles cujo programa ao vivo depende de sua contribuição para botar em pratica "tal discussão" ou "tal atração", e sem contar que há canis no qual você mesmo faz a programação. Antes pelo telefone, agora até pelo próprio controle remoto, os meios para se ter acesso a interatividade estão evoluindo cada vez mais tendo por objetivo tornar cada vez mais prática a interação entre a tevê e o telespectador, mas a quem diga que por mais prático que esta se tornando o modo de interagir com os meios de comunicação, essa implementação interativa em nossas casas nada mais é do que uma forma de criar lucro através do fato de tornar nossos dias mais práticos.