
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
E não podia me expressar
Meu sonho era tão tímido e confuso
Mal consigo recordar
Seu sonho sim causava sensação
Brilhante como poucos sonhos são
Seu sonho tinha tudo resolvido
Tudo fazia sentido
Mesmo sem interpretação
Meu sonho estava ali tão deslocado
Um simples conteúdo sublimado
Se ao menos pra livrar-me desse estado
Alguém tivesse me acordado
Mas tive a sensação que foram horas
Foram dias foram meses
Em que tive o privilégio
De estar sempre ao seu lado
É claro que seria bem melhor
Se você tivesse reparado
Mas nada no meu sonho
Abalava o seu ar imperial
Meu sonho estava dentro do seu sonho
Que era o sonho principal
Sonhei que nem mesmo dentro do seu sonho
Haveria solução
Sonhei que achei um meio infalível
De chamar sua atenção
Sonhei que não havia mais ninguém
Você iria então olhar pra quem?
Sonhei que estando ali tão disponível
Sendo o único possível tudo acabaria bem
Sonhei que você veio pro meu lado
Meu coração bateu descompassado
Sonhei que seu olhar no meu olhar
Já estava um pouco desfocado
Sonhei que pressenti alguma coisa
Que corri ao seu encontro
Que por mais que eu corresse
Chegaria atrasado
Sonhei que nosso encontro foi etéreo
Você tinha evaporado
Mas tenho que dizer
Sonhei o sonho que sempre sonhara sonhar
Você, sentindo a força do meu sonho
Fez de tudo pra acordar
luiz tatti - sonhei
domingo, 26 de julho de 2009
A odisséia: trilogia mucho loca

Que final de semana bom. Puta que pariu. E toda essa loucura sempre temperada com muuuuuuuuuuuita risada e parcerias incríveis. Fazia muito tempo que eu não me divertia assim, ultimamente eu andava angustiado e triste mas essa trip fez eu pensar menos nas minhas frustrações, e mesmo assim eu pensei em meio disso tudo sempre vinham pensamentos de saudade a tal. Mas né, não da pra ser 100% perfeito sempre. Mas essa bandinha vai ficar guardada pra sempre e a gratidão de ter amigos assim fazem com que eu posso encarar qualquer problema que venha. Só tenho a agradecer.
Lá lá ia lá ia lá ia lá iaLá lá ia lá ia lá ia lá ia
domingo, 19 de julho de 2009
Demografia dos sentimentos
6,6 bilhões de pessoas no mundo.

193 milhões de brasileiros.
10.963 milhões de gaúchos.
1.430 milhões de porto alegrenses.
Mas somente 1 pessoa toma conta de seus pensamentos.
Em porto alegre a longevidade para homens é de 70,3 anos.
São 843,6 meses.
São mais de 3711,84 semanas.
São mais de 25982,88 dias
Mas em apenas 67 dias essa pessoa muda completamente seu modo de ver o mundo.
21 anos, 3 meses e 20 dias
Foram 7775 dias de espera por uma pessoa que me fizesse sentir uma felicidade incrível.
Se eu precisar de mais 7775 dias para achar mais uma pessoa assim, o tempo terá valido apena, pois vivi até agora sonhando poder ter tido pelo menos uma vez um sentimento como esse, e por mais que doa não poder telo mais, cada mês, semana, dia e hora me proporcionou uma felicidade sem precedentes, no qual eu dedicaria cada minuto da minha vida para encontrá-la de novo, pois uma felicidade dessas não tem tamanho, é um sentimento extraordinário. Agradeço a essa pessoa por ter me ensinado a senti-la, me mostrado um novo caminho.
E desejo que, assim como eu a encontrei, que ela encontre alguém que a faça se sentir assim tambem. Mas que ela viva esse sentimento para sempre.
domingo, 12 de julho de 2009
Noite de estudo.
Porem quando essas ocasiões memoráveis acontecem um estranho sentimento de satisfação tomam conta de mim. E não digo satisfação em relação ao dever cumprido, mas sim de passar horas que, na idéia, seriam de esforço e cansaço mental, mas no final das contas tornam-se momentos em que eu mesmo me basto, digamos assim, pois se torna um tempo agradável de estar fazendo certa tarefa particular, sem ajuda de ninguém.
Pois estava eu, estudando para minha g2 ¬¬, isso a 00h00min de sexta feira. Não sendo uma prova comum eu sabia a dedicação maior que deveria empenhar em estudar aquela noite. Mas sendo assim peguei 3 fatias de pizza, um copo com + ou – 600 ml de coca-cola, com muito gelo, um terço de barra de chocolate, uma carteira de cigarros, um chimarrão para depois de acabar a coca-cola, tudo isso junto ao notebook do meu padrasto, onde estaria a matéria que eu precisava estudar, conectado a internet.
Passai madrugada adentro estudando, comendo pizza e chocolate, fumando, tomando coca e chimarrão, combinação perfeita õ.ô, e volta e meia viajando internet adentro, em meio aos polígrafos e artigos científicos que eu estava lendo. Deixando em segundo plano pensamentos que estavam me frustrando, idéias que ecoavam na minha cabeça, se multiplicando por pensamentos negativos de minhas duvidas e incertezas, que estavam me conturbando dia e noite, fazendo com que parecesse que nada poderia dar um fim nesses sentimentos de angustia que eu estava sentido nos ultimos dias. Tudo foi substituído por 6 horas de momentos tranqüilos e satisfatórios dentro de um escritório com uma estufa ligada, pois, diga-se de passagem, estava muuuuuuuito frio, uma cobertinha tapando da cintura para baixo e minhas porcariadas e estudos jogados pela mesinha do escritório.
Estudar passou a ser uma ótima terapia ocupacional pra mim e eu nem percebi : p

quinta-feira, 9 de julho de 2009
Á alguns dias atrás vi um, meio que documentário em um canal de TV, que não vem á caso falar agora. O tema abordado é a desnutrição e, como título, de forma bem simpática e cativante, eles falavam: Vamos falar de desnutrição???
Pensei na hora: oba, enfim uma abordagem realmente significante, pois como tópicos eles iriam explicar os males dessa patologia.
Quando de repente, ao desenrolar de todo o programa, eu vi o programa era voltado, mais para um publico, que de certa forma teria algum conhecimento e interesse pelo assunto, pois o problema era questionado de forma didática, como se o publico já tivesse algum tipo de instrução.
O programa não apresentava nem 5% do problema. Foi daí que comecei a falar com meus botões: quando foi que eu vi uma abordagem realmente significativa para, não só a desnutrição, que é só uma fatia dessa pizza tamanho familia, mas das outras series de problemas que enfrentamos, tanto como sociedade, seja ela do próprio governo ou em âmbito mundial, ou como pessoas, em consciência individual.
“Vamos pegar a desnutrição como exemplo”???
Se questionem quando foi a ultima vez, de forma direta, sem estatísticas ou vocabulário bonito, vocês viram pela ultima vez uma abordagem sobre desnutrição em um documentário em TV aberta mostrando imagens como esta:


Será assim tão chocante colocarem imagens como estas em rede nacional?
Vemos a banalização do meio de comunicação mais ultilizado no mundo todos os dias. Senas de sexo, morte, novelas em que o “bandido” se da bem em toda a novela e só morre no ultimo capítulo. Filmes que mostram um enredo de "matar ou morrer". Então porque não mostrar a verdadeira realidade que cerca grande parte da população mundial? Falar sobre isso de forma clara e direta, substituindo a maneira “respeitosa” e “moral”, por palavras que realmente mostram o quão emergente é este problema.
Seria bonito e dizer que, em certa etapa da desnutrição as proteinas dos músculos e do fígado passam a ser quebradas em aminoácidos para que esses por meio da gliconeogênese passem a ser a nova fonte de glicose. Bonito não?
Mas e se eu substituisse essa frase por... Em certa etapa da desnutriçaõ, como a pessoa não tem mais comida, o corpo passa a digerir os próprios musculas e órgãos para sobreviver? Ficaria feio né? Tão feia quanto éssa imagem?

Talvez falte isso, deixar de lado a moralidade, claro, sempre respeitando a ética e a vida do ser humano em questão, mas deixando de lado valores de uma sociedade egoísta. Egoísta, cujos interesses se resumem na evolução do comercio, da indústria, das novas tendências da moda, e status no ciclo social.
Talvez a pior calamidade de todas seja estarmos em uma sociedade desacreditada, sem crenças, com a mentalidade de que nada pode ser mudado, que cada pessoa esta fadada a seguir o fluxo social e impossibilitada de exercer mudanças.
Talvez tal mudança esta no simples ato de avaliar: o que é mais importante? “Comprar essa trufa de chocolate com morango por dois reais”? Ou por menos que isso comprar um kg de feijão ao fim do mês para doar a quem realmente precisa?

É um terreno novo e desconhecido esse de se preocupar com alguém.
Talvez uma preocupação demasiadamente flagelada, ao fato, da Ausência de preocupação a minha própria pessoa. Atos e pensamentos ofuscados por minha própria identidade confusa perante a mim mesmo, de forma que meu jeito de agir seja só uma camuflagem para minhas vontades e sonhos infantis, como aqueles que todo garoto irresponsável sonha, até o momento de se deparar com os sonhos de outra pessoa. Talvez não sonhos, vontades, vaidades, sei lá. Mas não minhas, de outro. Este ato, de se preocupar com alguém dessa natureza, já veio formado de uma maneira, de certa forma, pronta, planejada, até o momento de se deparar com suas próprias contradições.
É fácil dizer pra si mesmo aceitar as vontades do outro. O difícil é aceitar que nossas próprias vontades não podem ser excluídas, deixadas de canto, e dermos atenção a elas apenas quando der vontade. Pois, assim como o vento que só ira parar de entrar quando nós mesmos fecharmos a janela, nossas vontades só deixarão de nos atormentar quando aceitarmos a sua existência. Aceitação essa que é difícil pra mim. Pois mesmo querendo negá-las, elas vão estar presentes num futuro, que pode ou não estar perto. Cedo ou tarde, dar, ou não, atenção a elas, influenciara no rumo em que meu caminho irá tomar. Mas nessa hora eu não queria que meus sonhos estivessem sozinhos, e sim acompanhados de outros sonhos, não meus, mas outros sonhos, e que ao segui-los eu não precisarei deixar os meus próprios sonhos de lado. De novo.